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Conversas Finais

Bento Xvi  Seewald, Peter 

Editor: Dom Quixote

Ano de edição: 2016

Tipo de artigo: Livro

ISBN: 9789722061599

C.I.: 00000287371

Número de páginas: 300

Local edição: Lisboa

Idioma: Português

Tradutor: Favila-vieira, Sofia

Encadernação: Brochado

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Preço: 18,90 €

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Sinopse

É uma estreia: um Papa reflecte e fala sobre a sua vida, o seu pontificado e a sua renúncia. Mais, nas últimas conversas que teve com Peter Seewald, o seu interlocutor de longa data, o Papa Bento XVI expõe pensamentos muito pessoais. Os acontecimentos marcantes do seu mandato também são abordados, assim como a memória da sua família, a relação com aqueles que foram em vida os seus principais companheiros de "viagem" e as questões prementes em torno do futuro da Igreja Católica Romana.

Sobre o Autor

Papa alemão, Bento XVI nasceu a 16 de abril de 1927, em Marktl am Inn, na Baviera, na Alemanha, com o nome de Joseph Alois Ratzinger. Era filho de um agente da polícia e de uma empregada de um bar e viveu a infância numa quinta. Em 1939, entrou para o Seminário de Traunstein.

Com o eclodir da II Guerra Mundial, teve de interromper os estudos e integrou uma unidade militar antiaérea em Munique. Alistou-se também na Juventude Hitleriana, embora tenha alegado que o fez contra a sua vontade. Na primavera de 1945, com o avanço das tropas aliadas em território alemão, Ratzinger desertou do exército alemão e fugiu para casa, em Traunstein. No entanto, as tropas norte-americanas invadiram a aldeia e fizeram da casa de Ratzinger o quartel-general. Joseph foi identificado como soldado alemão e encarcerado num campo de prisioneiros de guerra, de onde seria libertado a 19 de junho desse ano.

Em Novembro, regressou ao seminário e, em 1947, ingressou num instituto de Teologia associado à Universidade de Berlim. A 29 de Junho de 1951, Joseph, juntamente com um seu irmão, foi ordenado padre na Catedral de Freising. Dois anos mais tarde, fez o doutoramento em Teologia na Universidade de Berlim. Tornou-se docente de Teologia na Universidade de Bona, tendo mais tarde lecionado em Munster, Tubingen e Regensburg. Ratzinger chegou a Roma em 1962 como conselheiro do cardeal alemão Joseph Frings no Concílio Vaticano II e, logo nessa altura, se tornou uma figura muito mediática. A sua popularidade aumentou durante o maio de 68, movimento libertário dos estudantes franceses, que Ratzinger condenou, lamentando o marxismo e o ateísmo dos jovens da época. Uns anos mais tarde, em 1972, foi um dos fundadores do jornal de teologia Communio, actualmente um dos mais importantes do pensamento católico. Ratzinger foi nomeado Cardeal de Munique a 25 de junho de 1977 pelo Papa Paulo VI, que também o nomeou arcebispo do Mónaco. Mas foi com João Paulo II que Joseph Ratzinger ganhou mais poderes, quando em 1981 foi nomeado perfeito para a Congregação da Doutrina e da Fé. Esta instituição trata de promover e salvaguardar os ideais da Igreja católica em termos de doutrina e fé e substituiu a Inquisição.

Ratzinger notabilizou-se pelas suas posições conservadoras, não escondendo ser contrário ao sacerdócio da mulher, ao matrimónio dos sacerdotes, à homossexualidade e ao uso de preservativos. Entre 2 e 6 de Março de 2001, Joseph Ratzinger esteve em Portugal, mais especificamente no Porto, a convite da Faculdade de Teologia da Universidade Católica. Na universidade portuense o cardeal falou sobre a Europa e os seus fundamentos espirituais.

Em 2002, chegou a Decano do Colégio Cardinalício, o órgão que escolhe os sucessores de cada papa. A 19 de Abril de 2005, Joseph Ratzinger foi eleito pelo conclave cardinalício, no Vaticano, o novo papa, em substituição do falecido João Paulo II. O cardeal alemão, então com 78 anos, escolheu o nome de Bento XVI. O conclave durou dois dias, tendo sido um dos mais rápidos da história do Vaticano.

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