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Morte Pela Água

Kenzaburo Oe 

Colecção: Dois Mundos

Editor: Livros do Brasil

Ano de edição: 2017

Tipo de artigo: Livro

ISBN: 9789723830170

C.I.: 00000289803

Número de páginas: 448

Local edição: Porto

Idioma: Português

Encadernação: Brochado

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(Salvo ruptura de stock)

Preço: 19,90 €

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O livro por dentro

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Sinopse

Dono de uma longa e aclamada carreira, o célebre autor Kogito Choko vê-se confrontado com uma história que parece ser incapaz de escrever. O livro que tanto se esforça por fazer avançar pretende explorar a relação turbulenta que teve com o pai e a culpa que continua a sentir por não ter estado presente na noite em que, em dias de Segunda Guerra Mundial, o rio da aldeia extravasou das margens e o pai se afogou.

Como escrever sobre um homem que na verdade nunca conheceu? Quando a irmã que não vê há anos inesperadamente o contacta, a solução parece surgir: ela tem na sua posse um misterioso baú de couro vermelho que poderá esconder os segredos do homem que desaparecera das suas vidas.

Entrelaçando mito, história e autobiografia, Morte pela Água é um romance sobre memória, família, trauma pessoal, mas também sobre o trauma de um país a braços com uma herança de derrota.

Um dos mais influentes autores japoneses vivos, distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 1994, Kenzaburo Oe volta ao encontro do seu alter ego literário, Kogito Choko, num percurso cada vez mais próximo do fim.

Sobre o Autor

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1994

Escritor japonês, Kenzaburo Oé nasceu a 31 de janeiro de 1935 numa pequena aldeia situada algures na orla da floresta que preenche a Ilha de Shikoku, a mais pequena do arquipélago japonês. Cresceu de acordo com a tradição milenar japonesa, na época ainda intacta na aldeia, e aprendeu a recitar lendas e a pintar com a avó, uma cronista oral de grande reputação no lugarejo.

Kenzaburo Oé contava apenas seis anos de idade quando a Segunda Guerra Mundial assolou o país, e a sua primeira escolaridade ficou marcada pelo inculcar dos ideais imperiais nipónicos. O seu pai faleceu em combate no Pacífico em 1944. Perdeu também a sua avó nesse mesmo ano, ficando sob a tutela espiritual da sua mãe.

Pouco tempo após a derrota do Japão, em 1945, Kenzaburo Oé ingressou numa escola secundária da cidade de Matsuyama. Revelando prestações exemplares, foi admitido em 1954 no curso de Literatura Francesa da Universidade de Tóquio, que concluiu em 1959. Estreou-se como contista em 1957, com a publicação de Shisha No Ogori e, logo no ano seguinte, viu o seu primeiro romance, Memushiri Kouchi (1958, Não Matem O Bebé), ser recompensado com o Prémio Literário Akutagawa. Descrevendo o impacto da guerra sobre a mentalidade da juventude rural japonesa, Oé demonstrava claras influências por parte da literatura francesa sua contemporânea.

Após um período em que se debruçou sobre o fenómeno da aculturação na cidade Tóquio, causada essencialmente pela ocupação norte-americana, em 1964 o autor publicou Kotjinteki Na Taiken, obra em que procurava lidar com a tragédia pessoal que sobre si recaiu quando, em 1963, se tornou pai de uma criança com uma malformação craniana congénita. Refletindo a revolta de muitos japoneses quanto às consequências dos bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki sobre a carga genética do seu povo, apareceu em 1964 com Hiroshima Nooto.

Prosseguindo a sua investigação sobre os efeitos do convívio forçado entre povos, desenvolveu um interesse particular sobre Okinawa, outrora a zona mais tradicionalista do Japão mas que, com a derrota do país, serviu de alojamento para uma base aérea norte-americana. Esse período da obra do escritor culminou com o aparecimento de Man'en Gannen Futoboru (1967).

Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1994, Kenzaburo Oé nunca deixou de escrever, surpreendendo os seus leitores com obras como Jinsei No Shinseki (1989), Boku Ga Hontu Ni Wakakatta Koro (1992) e Tsugaeri (1999).
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